segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Mota não aceita proposta de renovação do Ceará

Mota, atacante do Ceará (Foto: Divulgação / CearaSC.com)Mot não aceitou proposta do Ceará
(Foto: Divulgação / CearaSC.com)

O atacante Mota recusou a proposta de renovação de contrato com o Ceará e permanece sem clube para a próxima temporada.

O anúncio foi feito pelo perfil oficial do clube na rede social Twitter e confirmado pela diretoria.

"O #CearaSC fez proposta ao atacante Mota, que recusou. Com isso, a diretoria foi em busca de um novo nome e acertou com Válber, ex-Criciúma", dizia a mensagem no microblog. O clube havia estendido o prazo para o jogador decidir o futuro até quinta-feira (3), mas a decisão veio antes do esperado.

Mota foi um dos destaques do Ceará nesta última temporada. O atacante marcou 27 gols pela equipe, sendo 14 pelo Campeonato Cearense e 13 pela Segundona do Brasileiro.



Ceará conta com 20 atletas para tentar brilhar na Copa SP

Sub-20 Ceará (Foto: Divulgação/Cearasc.com)Sub-20 do Ceará treina, em Porangabuçu, para a
Copinha (Foto: Divulgação/Cearasc.com)

A preparação está em alta em Porangabuçú. O Ceará participará da 44ª edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2013. O jogo de estreia do Vovô é contra a equipe do Santa Cruz, no próximo domingo (6), às 11h (de Brasília), no Estádio Municipal Vereador José Pereira, em Sumaré.

Sob o comando do técnico Sérgio Alves, o elenco Sub-19 do Vozão intensificou os trabalhos na última semana. O treinador definiu os 20 relacionados para a Copinha após um coletivo no último sábado.

Em 2012, o Vovô não se deu bem e marcou apenas três pontos. Nesta edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o Alvinegro está no Grupo N, ao lado de Santa Cruz, Sumaré e São Raimundo-RR.

O elenco do Vovô viaja a São Paulo na próxima quarta-feira (2). Confira a lista dos 20 atletas que representarão o Ceará na Copinha.

Goleiros: Gian Lucas e Willian;
Laterais: Eron, Fábio e Antônio Mulenza;
Zagueiros: Dener, Jailton, Gabriel Bueno e Matheus Lopes;
Volantes: Dassayev, Diego e Matheus Serra;
Meias: Carlos Alberto, Gabriel Moraes, Sanchez, Igor Eloy e Breno;
Atacantes: Epitácio, Johnneson e Robinho.



Retrospectiva 2012: Ceará leva o bi, mas termina ano de forma amarga

O 2012 parecia ser promissor para o Ceará, mesmo após o rebaixamento para a Série B, no ano anterior. O elenco tinha nomes como o ídolo Mota e conquistou o bicampeonato estadual. Mas os indícios não se confirmaram. O alvinegro não deu muita importância à Copa do Brasil e amargou na segunda fase da competição. Prioridade, de fato, era o retorno à elite do futebol brasileiro. O problema é que o time decepcionou a torcida e o até então ídolo PC Gusmão foi embora como vilão.

Após dois anos na Série A, a torcida alvinegra se mostrou mais rigorosa, esperava mais da equipe. Os resultados ruins somados às atuações pífias levaram os torcedores até a invadir o campo de treino, em Porangabuçu. 'Pediram a cabeça' de jogadores como Rogerinho, que foi para o Náutico, e exigiram mais empenho do grupo, naquilo que começava a ficar cada vez mais difícil. Não adiantou. Veja abaixo os fatos que marcaram o 2012 do Ceará.

header_materia_retrospectiva2012_PERSONAGEM (Foto: infoesporte)

Mota, atacante do Ceará (Foto: Rafa Eleutério/Agência Diário)(Foto: Rafa Eleutério/Agência Diário)

O time foi contestado por toda a Série B, ficando muito aquém do esperado. Falhas individuais mancharam a campanha alvinegra, mas ele sempre era unânime. O ídolo Mota mostrou mais indisciplinado, recebendo vários cartões, mas sempre se manteve obediente tecnicamente e com vontade de vencer, seja qual for o jogo. O atacante foi o artilheiro da equipe cearense, com 27 gols na temporada - sendo 13 na Segundona.

header_materia_retrospectiva2012_DIA-CHAVE (Foto: infoesporte)

No fim do túnel, podia haver alguma luz ao Vovô, que ainda se agarrava ao sonho de retornar à Série A, mas ela se apagou após a derrota para o Paraná, por 1 a 0. A rede balançou aos três minutos de jogo e, mesmo com três jogadores a mais no segundo tempo, o alvinegro não conseguiu reagir. A partir daí, as próximas seis rodadas seriam apenas para cumprir tabela.

header_materia_retrospectiva2012_MELHOR-JOGO (Foto: infoesporte)

Os 4 a 3 sobre o Joinville certamente permanecem vivos na mente do torcedor do Ceará. A partida teve duas viradas, chances desperdiçadas, bolas na trave, pênalti duvidoso, um gol contra de goleiro, outro anulado aos 49 do segundo tempo, e muita confusão. A vitória ainda foi dentro de casa, diante da torcida que sofreu muito neste dia.

header_materia_retrospectiva2012_PIOR-JOGO (Foto: infoesporte)

A derrota para o Guaratinguetá por 2 a 1, logo na 2ª rodada da Série B, ficou marcada por falhas grotescas na defesa alvinegra. O Vovô jogou recuado durante toda a primeira etapa, mesmo tendo uma equipe tecnicamente superior. Para completar, o então técnico PC Gusmão utilizou apenas Romário como homem de referência, além de povoar o meio-campo do time.

header_materia_retrospectiva2012_SURPRESA (Foto: infoesporte)

O goleiro Dionantan era renegado a terceira opção no Ceará em 2012 e, até este ano, tinha tido poucas oportunidades no time, durante partidas oficiais. As falhas de Fernando Henrique e Adilson, entretanto, o levaram à titularidade e ele foi o que menos errou, dos três goleiros, firmando-se na equipe na reta final. Chega em 2013 com certa 'moral'.

header_materia_retrospectiva2012_DECEPCAO (Foto: infoesporte)

Em 2011, a torcida pediu o retorno de Magno Alves, mas o clube não conseguiu trazê-lo. Ele viria apenas no fim deste ano, após decepcionar no Sport. Chegou com festa dos torcedores, para matar a saudade de 2010, quando foi o destaque da equipe na Série A. Mas o atacante pouco fez, perdendo muitas oportunidades e marcando apenas um gol, de pênalti.

header_materia_retrospectiva2012_GOLACO (Foto: infoesporte)

O atacante Itamar é do tipo que você espera pouca coisa e constantemente é surpreendido. O exemplo foi no jogo contra o Boa Esporte, no Presidente Vargas. O jogador pegou a bola quase no meio campo e saiu driblando todo mundo, até balançar a rede. O time só não teve muito motivo para comemorar, porque deixou o Boa fazer o gol de empate.

header_materia_retrospectiva2012_POLEMICA (Foto: infoesporte)

O jogo com o Criciúma no PV terminou com muita confusão. O Ceará fez o gol de empate após lance em que teria desrespeitado a 'regra' do fair play e sobrou até para o técnico PC Gusmão. Um jogador do Criciúma chegou a chamar o treinador de 'vagabundo' e PC teria dito que ele responderia na justiça. Mas o técnico desistiu do processo.



domingo, 30 de dezembro de 2012

Ceará anuncia meio-campista Válber, ex-Criciúma

Valber Mendes Criciúma x São Caetano (Foto: Elisa Rodrigues / Ag. Estado)Válber acabou não renovando seu contrato com o
Criciúma (Foto: Elisa Rodrigues / Ag. Estado)

O Ceará anunciou oficialmente sua décima contratação para a temporada 2013. O meia-atacante Válber, de 31 anos, assinou com o Vovô por um ano.

O atleta esteve defendendo o Criciúma na campanha do vice-campeonato da série B em 2012. Foi utilizado na equipe titular durante quase toda a competição, mas não teve seu contrato renovado ao fim da temporada.

Válber é o terceiro atleta do Tigre a integrar o elenco alvinegro. Antes dele, assinaram com o Vovô o lateral-direito Eric e o volante Fransérgio. Além do Criciúma, o experiente meia tem passagens por equipes como Santa Cruz, Goiás, Avaí, Atlético-PR  e Ponte Preta.

Essa é a décima contratação do Ceará para 2013. Já foram oficialmente anunciados o goleiro Tiago, os zagueiros Cleiton e Marlon, os laterais Gerley e Eric, o volante Fransérgio, os meis Giovani e Ricardinho, e o atacante Cléo. O atacante Adílson, ex-Corinthians, não foi aprovado nos exames médicos e não assinou mais com o Vovô. Com Mota ainda sem dizer 'sim' ao clube, o Alvinegro segue buscando atacantes, entre eles, Pingo, do América-RN.



sábado, 29 de dezembro de 2012

Novo drama! Problema no coração afasta atacante Adilson por mais três meses do futebol

Renato Rodrigues - 29/12/2012 - 17:37 São Paulo (SP)

Adilson Corinthians (Foto: Miguel Schincariol)
Adilson chegou ao Corinthians em maio (Foto: Miguel Schincariol)

Praticamente acertado para atuar pelo Ceará na próxima temporada, o atacante Adilson terá de dar uma pausa no futebol mais uma vez. O atacante, que chegou ao Timão após o Paulistão deste ano, tem um problema cardíaco agravado e terá de ficar encostado por, pelo menos, três meses. Seu contrato no Corinthians vai até o próximo dia 31 e seus direitos pertencem a investidores.

Será a segunda vez que o atleta passará pelo drama. O LANCE!Net! já havia publicado que de agosto de 2011 a janeiro deste ano, ele teve que fazer um tratamento por conta do tamanho da espessura de seu coração. Acompanhado de perto pelo cardiologista Nabil Ghorayeb, ele melhorou da doença e foi liberado. Com a nova chance, se destacou pelo XV de Piracicaba no regional e chamou a atenção do Timão.

As alterações cardíacas de Adilson são de conhecimento do time de Parque São Jorge desde a sua chegada. Ao passar por exames no Hospital Santana Cor, que tem uma parceria com o clube, foi apontado uma arritmia benigna no eletrocardiograma e uma hipertrofia no músculo do coração. O diagnóstico, no entanto, não impedia o atacante de praticar atividades físicas.

Com o problema, os cardiologistas Sérgio Paulo Der Torossian e José Dilmar Mastrorosa entraram em contato com Nabil Ghorayeb, quem também deu o aval para o jogador atuar normalmente. Em contato com o LANCE!Net, o Dr. Sérgio explicou que era preciso que o paciente passasse por exames a cada seis meses.

- Eu liguei para o Nabil e expliquei. Fiz a análise e ele me contou que os exames mais específicos haviam sido feitos poucos meses antes. Ele tinha alterações no músculo do coração. Qualquer atleta pode ter isso e não é toda alteração cardíaca que proibi uma pessoa de fazer atividades físicas. O Nabil fez um documento dizendo que ele estava apto a jogar. A gente fez outro documento confirmando isto e recomendamos que ele fazer novas ressonâncias magnéticas a cada seis meses, já que ele poderia desenvolver algo mais grave. Isto está tudo documentado em nossa clínica - afirmou.

Antes de confirmar a contratação de Adilson, a diretoria do Ceará recebeu um laudo médico do próprio Corinthians apontando o problema. A carta também recomendava que o jogador parasse por três meses para fazer o tratamento.

- A gente tinha interesse no Adilson, mas ele fez o exame ainda no Corinthians. Eles nos informaram por um laudo que ele tem um problema cardíaco e que não pode jogar por três meses. Nestas condições não tem sentido nós o contratarmos - explicou Robinson de Castro, presidente do clube nordestino, em contato com o LANCE!Net.

A ideia é que ele pare com as atividades para seu coração voltar ao tamanho normal. O órgão de atletas costuma ser um pouco maior do que de pessoas que não fazem grandes esforços físicos. Adilson terá uma nova luta pela frente.



XV esclarece venda de Ricardinho ao Ceará e espera lucrar com o jogador

Ricardinho, meia da Ponte Preta (Foto: Heitor Esmeriz/Globoesporte.com)Ricardinho vestirá mais uma camisa alvinegra em
2013 (Foto: Heitor Esmeriz/Globoesporte.com)

Criticada por liberar Ricardinho para o Ceará, a diretoria do XV de Piracicaba esclareceu, por meio de nota oficial, a venda do meio-campista. Segundo comunicado divulgado pela assessoria de imprensa, o Nhô Quim ainda esperar lucrar com uma possível transferência do atleta para o exterior.

Emprestado à Ponte Preta durante o Campeonato Brasileiro, Ricardinho se reapresentou ao XV de Piracicaba, com quem tinha contrato até maio de 2013. O Ceará, com pressa para ter o jogador, fez uma proposta e acertou a liberação antes do contrato. Para isso, segundo o clube paulista, desembolsou R$ 50 mil.

O Nhô Quim fez um acordo com o Ceará e mantém 30% dos direitos federativos do jogador até maio de 2014, quando encerra o compromisso de Ricardinho com o time cearense. Isso significa que, caso o atleta seja vendido até essa data, o XV de Piracicaba receberá uma parte do valor.

Sem Ricardinho, o clube paulista se prepara para disputar o Estadual em 2013. Fechou com vários reforços e deve anunciar um goleiro e um zagueiro em breve - o técnico Sérgio Guedes disse que os dois estão acertados. O XV estreia no Paulistão no dia 19 de janeiro, às 17h, contra o União Barbarense, em Santa Bárbara D'Oeste.



Carioca 2013: Friburguense mira em Geraldo, ex-Ceará e Fortaleza

Votação do Craque Campeonato Cearense /Geraldo - Fortaleza (400x360) (Foto: Rodrigo Carvalho / Agência Diário)Geraldo pode reforçar o Frizão no Carioca 2013
(Foto: Rodrigo Carvalho / Agência Diário)

O Friburguense pode ter uma novidade para o elenco nos próximos dias. O meia Geraldo, com passagens por Ceará e Fortaleza, pode pintar no Eduardo Guinle no início de 2013. As conversas estão em andamento e são intermediadas pelo empresário Evandro Ferreira, o mesmo que cuida da carreira de Vagner Love, atacante do Flamengo. Segundo o gerente de futebol do clube, José Eduardo Siqueira, a negociação está avançada.

- Nós já conversamos duas vezes e existe uma empresa que bancaria parte do salário. Até no máximo o dia 31 definimos essa situação. Mas está bem adiantada (a negociação) e o Geraldo é um nome que pode aparecer – declarou o dirigente.

Geraldo está com 38 anos e tem no currículo passagens por Atletico Paranaense, Sport, Bahia, Coritiba, Nautico e Ceará, onde teve notoriedade. Jogou pelo Fortaleza até novembro deste ano.

O Tricolor da Serra negocia ainda com dois jogadores cujos nomes ainda não podem ser adiantados: um jovem meia que atuou nas categorias de base do Vasco, e um atacante, de 21 anos, que estava no futebol de Portugal.

Geraldo do Ceará disputa bola com Léo gago do Coritiba (Foto: Jarbas Oliveira / Ag,. Estado)Geraldo quando ainda atuava pelo Ceará (Foto: Jarbas Oliveira / Ag,. Estado)



Decisão sobre futuro de Mota, no Ceará, fica para 2013

Mota, atacante do Ceará (Foto: Divulgação / CearaSC.com)Decisão sobre Mota deve sair na quinta-feira (3)
(Foto: Divulgação / CearaSC.com)

A decisão sobre o futuro do atacante Mota, no Ceará, que deveria ter sido dada nesta sexta-feira (28), ficou para a próxima quinta (3). A diretoria do clube preferiu dar mais um tempo ao atleta para decidir.

O empresário do jogador, Fábio Vieira, chegou a dizer que o atacante tinha proposta do futebol asiático e que o Grêmio o procurou neste ano.

No entanto, o tricolo Gaúcho negou o interesse no atacante, assim como o Coritiba, que também teria sondado o cearense.

Mota fez 27 gols em 2012, sendo 13 na Série B do Campeonato Brasileiro. Foi Campeão Cearense na recente passagem pelo alvinegro e é um dos mais recentes ídolos do Vovô. Teve atuação marcante em 2009, quando ajudou o time a voltar para a Série A, antes de partir para a Coreia.
 



sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Ceará busca atacante Pingo, ex-América-RN, para 2013

28/12/2012 19h35 - Atualizado em 28/12/2012 19h41

Por GLOBOESPORTE.COM Fortaleza, CE

Pingo, atacante do América-RN (Foto: Matheus Magalhães/GLOBOESPORTE.COM)Pingo está na mira do Vovô (Foto: Matheus
Magalhães/GLOBOESPORTE.COM)

O Ceará está de olho em mais um atacante para compor o elenco para a próxima temporada. Enquanto Mota ainda não decidiu se fica no Alvinegro, o alvo da vez é o atacante Pingo, ex-América-RN.

A diretoria do Ceará confirmou que há a negociação com o atacante, mas ressaltou que não há nenhum acordo firmado, até o momento.

O Ceará se reapresentou nesta quarta-feira (26), em Porangabuçu. Dos 19 jogadores já confirmados na equipe, apenas 16 compareceram ao primeiro treino da pré-temporada do Alvinegro.

Ficha Técnica
Nome: Tarcisio Lopes da Silva
Nacionalidade: Brasil
Data de Nascimento: 10/01/1991 (21 anos)
Naturalidade: Paulista (PE) - Brasil
Posição: Atacante
Altura: 176 cm
Peso: 63 kg
 

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  • Enguel Freitas Fri, 28 Dec 2012 23:14:21

    Bom jogador . Contratem ele ...

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  • Nicolas Rodrigues Fri, 28 Dec 2012 21:22:31

    Ele e o Isac são mto bons

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  • Ezio Pereira Fri, 28 Dec 2012 20:37:49

    Se realmente vim boa sorte!!!

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  • Ronald Lopes Fri, 28 Dec 2012 19:44:06

    Bom Jogador,jogador velocista que vem para compor o elenco,Boa contratação !

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'Futebol Solidário' promove Clássico-Rei com ídolos do futebol cearense

Visão aérea do Estádio Presidente Vargas na final do Campeonato Cearense (Foto: PJ Lopes/ TV Verdes Mares)Será a 14ª edição do Futebol Solidário
(Foto: PJ Lopes/ TV Verdes Mares)

O Estádio Presidente Vargas receberá na manhã deste sábado (29) um dos mais tradicionais eventos de fim de ano do Estado. A 14ª edição do 'Futebol Solidário' levará a campo ex-atletas que fizeram história no futebol cearense, humoristas e artistas locais.

O primeiro jogo, entre Atletas de Cristo e um combinado de ex-atletas e imprensa, será a partir das 7h30. Bechara, Robério, Mazinho Loyola e Danilo Baratinha são alguns que estarão no time dos ex-atletas, além do cantor Pingo de Fortaleza e de jornalistas esportivos.

A segunda partida, por volta das 10 horas, será um Clássico-Rei de 'masters', com nomes que marcaram época em Ceará e Fortaleza. Airton Tanque, Edmar Araújo, Erasmo, Ronaldo Salviano e Reginaldo Cara de Gato, por exemplo, estarão na equipe alvinegra, enquanto Jorge Veras, Eliezer, Mirandinha e muitos outros, na tricolor. O humorista Adamastor Pitaco, pelo Ceará, e o cantor Fagner, pelo Fortaleza, também participarão.

A entrada do evento é um quilo de alimento não-perecível. A quantidade arrecadada será destinada a uma instituição filantrópica. A Casa do Sol Nascente, que atende pessoas portadoras do vírus HIV, deve ser uma das beneficiadas.



Entre a esperteza e a trapaça: como o 'jeitinho brasileiro' entra em campo

soccerex coletiva Chris Eaton (Foto: André Durão/Globoesporte.com)Chris Eaton, diretor de integridade da ICSS, tem 
opinião forte: simulação pode levar à corrupção
(Foto: André Durão/Globoesporte.com)

Chris Eaton, um australiano, é diretor de integridade da ICSS, o Centro Internacional de Segurança no Esporte, entidade sem fins lucrativos criada no Qatar para investigar, em diálogo com a Fifa, questões relacionadas à proteção aos atletas, ao comportamento deles em campo e ao combate à corrupção, expressa principalmente com a venda de resultados. Quando vê um jogador de futebol simulando, fingindo, enganando o árbitro, o dirigente sente um temor: de que aquele sujeito de chuteiras seja um corrupto em potencial.

É uma visão combativa, certamente vista como exagerada por muitos. E que amplia a discussão sobre os limites da simulação em um campo de futebol. Para Eaton, no momento em que um jogador abre brecha para o fingimento com o objetivo de vencer uma partida, a corrupção está mais viva; se o atleta dá uma concessão à burla da regra, também faz uma concessão em seu caráter, e aí abre o caminho até para ajeitar resultados - a grande preocupação dele na ICSS.

Será? No futebol brasileiro, tão acostumado à encenação, a opinião de Chris Eaton pode soar radical. É uma questão de estabelecer onde fica a fronteira entre o legal e o ilegal, o moral e o imoral: se o fingimento é mais uma face da esperteza ou se é pura e crua trapaça. Em um debate com mais perguntas do que respostas, o GLOBOESPORTE.COM ouviu personagens de diferentes áreas do futebol para discutir os limites da malandragem, do jeitinho brasileiro, nos campos de futebol - para tentar entender de onde viemos e para onde vamos.

Luiz Adriano se desculpa, Seedorf faz pedido

"O choro é livre", escreveu o brasileiro Luiz Adriano, atacante do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, no dia 20 de novembro, em seu perfil no Twitter. No instante em que usava o limite de 140 caracteres da rede social para ironizar seus críticos, o jogador já era alvejado por meio mundo por causa do gol que acabara de marcar sobre o Nordsjaelland, da Dinamarca, pela Liga dos Campeões da Europa. Depois de a arbitragem parar o jogo para atendimento médico a dois atletas, Luiz Adriano pegou uma bola que aparentemente seria devolvida ao adversário, driblou o goleiro e fez o gol (recorde no vídeo). Ao fintar a gentileza, um mandamento das quatro linhas em lances de lesão, Luiz Adriano ajudou sua equipe a golear por 5 a 2, mas se deu mal depois: levou um jogo de suspensão, teve que pedir desculpas públicas, virou sinônimo de desrespeito ao fair play. E apagou a mensagem que deixou no Twitter...

Os lamentos, pelo extremismo do lance, foram quase unânimes - Luiz Adriano argumentou que estava desatento na jogada, incapaz de perceber que era um momento de fair play. A revolta se sustentou em uma percepção: de que mais do que um desrespeito à regra, foi um momento de desconsideração à moral do esporte - esse conjunto invisível de normas que dita o comportamento dos atletas enquanto estão competindo.

O lance de Luiz Adriano pode ser cruzado com declarações dadas em outubro por Clarence Seedorf. O holandês do Botafogo se mostrou incomodado com aquilo que ele diagnosticou como um hábito do jogador brasileiro: simular, fingir, tentar levar vantagem (observe no vídeo ao lado).

- O futebol tem uma importância enorme, socialmente falando, e os jogadores precisam ser mais leais. Ser malandro parece um pouco demais. É importante que haja solidariedade, que sejam honestos. (...) Jogar-se no chão para o árbitro entender mal a jogada é uma malandragem, e não respeito isso - disse o jogador ao "Esporte Espetacular".

Esperteza ou trapaça? Outra face do talento ou concessão à desonestidade? Abaixo, o leitor encontra a visão de personagens de campos variados do futebol sobre o assunto.

De onde viemos: a sociedade, a cultura, a arbitragem

Paulo Autuori treina a seleção do Qatar. O Oriente Médio é mais uma cultura a rechear a carreira do técnico brasileiro, campeão por clubes como Botafogo, Cruzeiro e São Paulo. Ele já teve vivências na América do Sul (Peru), na Europa (Portugal) e na Ásia (Japão). Conhece diferentes sociedades e os códigos que as regem. E parte de uma ideia inicial ao analisar o comportamento dos atletas: de que absolutamente nada no futebol brasileiro pode ser observado fora do contexto social do próprio país.

Paulo Autuori, do Al-Rayyan, do Qatar (Foto: Divulgação)Paulo Autuori, técnico do Qatar, alerta contra a
hipocrisia no futebol Foto: Divulgação)

- O futebol é um fenômeno sócio-econômico. Não podemos deixar de associar o lado cultural com as coisas que se passam na sociedade. Acho muita graça quando um cidadão comum fica p... porque alguém tenta passar a perna nele. O cara fica p.... Mas quando é o time dele que ganha num lance de malandragem, ele acha legal. Como cidadão, não gosta de ser ludibriado, mas se transforma quando é torcedor e admite essa malandragem para que seu time ganhe. É uma contradição. Cheira a hipocrisia. Nunca vou deixar de associar esse lado social desse lado esportivo. Trabalhamos no futebol, mas existe uma vida por trás - opina o treinador, por telefone, desde Doha, no Qatar.

Ou seja: um sujeito se irrita quando alguém fura a fila, quando o ônibus não para no ponto, quando o teleatendimento de uma empresa qualquer o segura durante eternidades na linha, mas aceita que seu centroavante cave um pênalti. Ronaldo Helal, sociólogo, professor da faculdade de comunicação social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, corrobora a visão de Autuori ao lembrar que a malandragem é um elemento da cultura brasileira - por vezes louvado, visto por um viés positivo, de criatividade, de inteligência. Ele lembra de dois personagens clássicos de nossa literatura: Leonardo, em "Memórias de um Sargento de Milícias", de Manuel Antônio de Almeida, e Macunaíma, o herói sem caráter de livro homônimo de Mário de Andrade. Os malandros cantados por Chico Buarque, Bezerra da Silva ou Zeca Pagodinho ou encenados por Hugo Carvana, Nuno Leal Maia ou Joel Barcelos também são exemplos.

- Isso não está no eu. Está no nós. É da literatura, e vai para a imprensa. O aluno passa no vestibular e mente que levou uma vida normal, que não estudou tanto assim. O repórter pega e deixa a edição mais bonita. É assim. É uma coisa cultural mesmo.

Jefferson no treino do Botafogo (Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)Jefferson vê simulações como um defeito do atleta
brasileiro (Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)

Daí para o campo, é um passo. Parece claro que se trata de uma característica do jogador brasileiro. Mas a dúvida, maleável de acordo com a opinião de cada um: é um defeito? Para Jefferson, goleiro do Botafogo e da seleção brasileira, é.

- Cada país tem uma cultura. Na Argentina, os caras são catimbeiros. O brasileiro gosta de ser esperto, quer ser malandro. E acha que é mais esperto que o outro. É um defeito. É feio. O jogo fica ruim. E sabemos que os goleiros também fazem isso. Às vezes, está 1 a 0 e o cara fica matando tempo - observa o jogador.

Mas a visão crítica não é unânime. Há quem veja nessa malandragem uma simples ação de jogo, um macete legal para vencer a partida. Zinho, ex-jogador da seleção brasileira, ex-treinador do Miami FC e ex-diretor do Flamengo, acha válido, por exemplo, um atleta forçar o terceiro cartão amarelo em seu time quando está convocado para defender a Seleção. Em lances de simulação, ele opina que cabe mais ao árbitro punir do que ao jogador evitar.

- A questão do cartão é até normal. O cara já vai ficar fora do jogo. Não me parece que seja burlar a lei. E a simulação, cabe ao árbitro punir. Tem coisas que fazem parte, que são da atmosfera do futebol, mas não podem ser ilegais. Se o jogador simula, o árbitro tem que punir. Se não pode proibir o jogador de matar tempo, tem que dar acréscimo.

Em 2011, Kleber Gladiador, hoje no Grêmio, teve um lance parecido com o de Luiz Adriano em jogo entre o Palmeiras e o Flamengo. A bola foi parada para atendimento médico, e parecia que seria devolvida aos rubro-negros. Mas o atacante partiu com ela na direção do gol - chutou para fora (o lance está no quadro abaixo). Depois, declarou:

- Acho que tem muita hipocrisia. O fair play é bom só para tua equipe, né? Para a equipe dos outros, não é bom. É legal o juiz falar que só pode bater a falta depois do apito e mesmo assim o cara bater? É legal? É legal o jogo parar e o cara (em referência a Ronaldinho Gaúcho) tentar tocar por cima do Marcão (o ex-goleiro Marcos) para ganhar tempo? Onde está o fair play?

A arbitragem é uma questão central. Jogadores, treinadores e ex-atletas reclamam que os apitadores brasileiros transformam qualquer contato em falta. Consequentemente, isso estimula o boleiro a simular em campo - para levar a vantagem da marcação do juiz. De fato, o Campeonato Brasileiro, considerados os principais do mundo, é aquele com maior número de faltas, como mostrou em outubro o blog do ex-árbitro Leonardo Gaciba, comentarista da TV Globo e do SporTV. Aqui, o jogo é parado quase duas vezes mais do que na Argentina, por exemplo.

- Se eu fosse um diretor de árbitros, chamaria a imprensa e diria que os árbitros estão orientados a deixar o jogo correr. Temos que baixar o número de faltas. Se a comissão desse esse aval, a coisa iria mudar - comenta Gaciba.

Belletti soccerex (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Belletti: brasileiros são chamados de Mickey Mouse
na Europa (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

Vira a velha questão do ovo ou da galinha: quem nasceu primeiro? São dois caminhos: ou o árbitro brasileiro marca mais faltas porque o jogador daqui simula mais, ou o jogador daqui simula mais porque o árbitro brasileiro marca mais faltas. Seja como for, parece haver um equilíbrio entre o teatro do atleta e a permissividade do apito. O problema é quando o brasileiro vai para culturas menos simpáticas à simulação. Aí ocorre um choque, como exemplifica o ex-lateral-direito Belletti, que defendeu clubes como Barcelona e Chelsea na Europa.

- Eles ficam muito incomodados quando o jogador brasileiro tenta simular. Não aceitam. Na Europa, o jogador brasileiro é chamado de Mickey Mouse, acho que por ser um rato, por tentar ser mais esperto. Lembro de uma vez, quando eu estava no Chelsea, antes de um jogo, no túnel, me preparando para entrar em campo, em que o Makelele (ex-volante francês) olhou para mim e disse: "Não tente se atirar no campo, porque aqui não funciona assim".

Mas a simulação não é exclusividade brasileira. Longe disso. Fora do país, pipocam encenações, algumas que ultrapassam o limite do ridículo, como aconteceu no jogo entre Chile e Equador, pelo Sul-Americano Sub-20 de 2011. Bryan Carrasco, da seleção chilena, pegou o braço de um adversário e o jogou contra seu rosto, fingindo ter levado um soco. Em 2009, na Suécia, um goleiro tentou diminuir o tamanho do próprio gol, mexendo na posição da trave.

Para Autuori, a questão não está na exclusividade, mas na frequência. O jogador brasileiro simula mais, na opinião dele.

- Quando a gente fala em corrupção no Brasil, precisamos saber que realmente existe em todo lugar, mas esporadicamente; no Brasil, é a toda hora. Quando algo é usado por quase todos, vira uma característica. O mesmo vale para isso de tentar ser malandro. O futebol brasileiro não precisa disso. Se eu disser que não vejo isso em outros lugares, estarei mentindo. Eu vejo, mas de forma esporádica. E mais: quando acontece, é punido. Pode passar pelo árbitro, mas depois, com vídeo, quem fez acaba tomando punições.

Ludibriar árbitros e adversários não é cria dos últimos anos. Em 1962, pegando um exemplo clássico, Nilton Santos cometeu pênalti contra a Espanha, mas deu um passo para fora da área, e o juiz caiu na ilusão dele. Marcou falta. Em 1969, Dé (o Aranha), do Bangu, arremessou uma pedra de gelo na bola, em jogo contra o Flamengo, e assim desarmou o zagueiro Reyes e fez o gol. Em 1957, Nelson Rodrigues escreveu uma crônica em que citava uma "cusparada metafísica" como protagonista de um jogo. Explica-se: em partida entre o Flamengo e o Canto do Rio, o rubro-negro Dida cuspiu na bola antes de cobrança de pênalti para a equipe adversária - para desconcentrar Osmar, o batedor. Bingo: ele errou o pênalti.

- Isso sempre existiu. Mas na minha época chamavam de "recurso" - brinca Carlos Alberto Torres, capitão do Brasil no tricampeonato mundial, em 1970.

Para onde vamos: as categorias de base, a vigilância, a corrupção

Clemer, técnico dos juvenis do Inter (Foto: Divulgação)Clemer já viu técnico questionando garoto por não
ter tentado cavar um pênalti (Foto: Divulgação)

Clemer foi goleiro por mais de 20 anos. Defendeu clubes como Portuguesa e Flamengo antes de chegar ao Inter, onde foi campeão do mundo em 2006. Ele segue no clube gaúcho, mas agora como treinador. E treinador de garotos. Acaba de ser campeão brasileiro com o time juvenil. Com a vivência diária dos embriões de futuros profissionais, o treinador não tem dúvida: simulações nascem já nas categorias de base.

- Eu tento passar a meus atletas a ideia de seguir o jogo, de tentar o drible, de tentar a jogada. Falo isso pra eles. Quando você fala sério, fala com firmeza, eles aceitam, porque é um período de aprendizagem. Mas vejo muitos jogadores fazendo isso nas categorias de base. Já vi treinador dizendo pro menino: "Deveria ter caído, deveria ter cavado".

Segundo Clemer, a permissividade da arbitragem é a mesma nas categorias de base. E, de acordo com Gaciba, a propensão dos atletas para simular também já é vista ali.

- É uma política desde as categorias de base. Isso é ensinado ao jogador. Quando tem o contato, se ele tenta fazer o gol e não cai, é repreendido, chamado de burro - afirma o ex-árbitro.

Jefferson, goleiro do Botafogo, concorda.

- Isso vem da base. Desde criança, o menino cai na área e pede pênalti.

Os entrevistados para esta reportagem acreditam que vem aumentando a dose de simulação. E é uma contradição, já que a vigilância também é maior. Há mais câmeras de olho. Se o atleta encena em campo, corre o risco de ser ridicularizado depois. E até punido, como aconteceu com Luiz Adriano. A frequência de encenações é tanta, que o GLOBOESPORTE.COM criou, no Brasileirão, o quadro "Ator da rodada", mostrando lances claros de simulação (veja uma compilação dos lances no vídeo acima).

Em outros momentos e outras competições, há variações até cômicas. Em 2011, no jogo entre Operário-PR e Mirassol, pela Série D, o árbitro Rodrigo Nunes de Sá desabou no gramado quando um atleta se aproximou dele, alegando ter sido agredido. O vídeo ao lado indica que o apitador forçou a barra. Veja bem: um árbitro! Dois anos antes, o argentino Escudero, do Corinthians, simulou ter sido atingido... pela bandeira do assistente. Mais uma vez, as imagens mostraram que não passou de uma encenação.

Mas por que fazer isso? Por que correr o risco até de pagar mico para levar vantagem em um lance? Pelo valor que tem a vitória, talvez.

- O que o cara quer é ganhar o jogo. Depois ele vai ver se vão falar alguma coisa. Infelizmente, em algumas situações, pensando apenas no resultado, pode acabar valendo a pena o cara simular, porque o árbitro está pressionado, e o jogador (adversário) pode já ter um amarelo, por exemplo, e ser expulso - observa Clemer.

É aí que entra a preocupação de Chris Eaton. Para ele, a supervalorização dos resultados está no centro da discussão.

- Quanto mais dinheiro, quanto mais sucesso, quanto mais prestígio o esporte envolver, mais isso vai acontecer. As vantagens de se vencer são muito grandes - diz ele.

Autuori parte do mesmo raciocínio. Para ele, existe uma pressão exagerada pela vitória, e isso abre brechas para ações desesperadas.

- Isso vem crescendo a partir do momento em que cada um pensa que tem que passar a imagem da vitória, e aí passa a admitir qualquer coisa. É a vitoria a todo custo. Existe essa necessidade de ganhar de qualquer maneira. Essa pressão está matando muita coisa. O ser humano não tem necessidade de ser campeão 24 horas por dia. Ser vencedor não é isso.

O foco de Chris Eaton está na venda de resultados, um processo, segundo o australiano, crescente em todo o planeta, com jogadores cometendo pênaltis ou errando gols de propósito, para beneficiar apostadores. Por causa do perigo que cerca o futebol, o dirigente é rígido em sua percepção: simplesmente não podem existir poréns ao fair play.

- Quando os jogadores são condescendentes com as regras do jogo, podem acabar fazendo coisas muito piores. Quando você sai da linha, fica a um passo de fazer outras coisas. "Ah, este jogo não vale nada, por que você não aceita 50 mil euros para ajudar no resultado?". É preciso haver consequências para isso. As crianças estão vendo. Se elas veem esse tipo de coisa, vão fazer o quê?

FRASES O QUE ELES PENSAM SOBRE SIMULAÇÕES E MALANDRAGENS NO FUTEBOL (Foto: Editoria de Arte / Globoesporte.com)

Everardo Rocha, antropólogo, professor da PUC-Rio, cria uma ideia interessante: que o talento do jogador brasileiro já implica uma ideia de encenação, mas dentro da lei - enganar o adversário em um drible, iludir o goleiro em uma cobrança de falta, criar uma farsa em uma jogada que parece ser um chute direto, mas acaba sendo um lance ensaiado.

- O futebol tem uma característica que ajuda a fantasia, o inesperado, o drible. É mais imprevisível, é propício a enganar o adversário, surpreender. É isso de futebol moleque, que todo mundo adora. É a molecagem do Garrincha, contrária ao futebol mecânico dos europeus. É um futebol de ilusão, de engano, e esse lado foi muito glorificado pela torcida, pela mídia. São coisas ligadas à ilusão. Daí para você fazer uma coisa um pouco além, fora da regra, uma ilusão desonesta, é um passo muito pequeno. Esse excesso de glorificação do futebol artístico em oposição ao futebol mecânico, duro, tático, é facilitado em nosso imaginário.

O casamento entre o pensamento de Everardo Rocha sobre a origem dessa malandragem e o temor de Chris Eaton sobre as consequências dela criam três níveis no debate sobre a simulação em campo: primeiro, a encenação com a bola nos pés, legal, artística; segundo, o fingimento para iludir árbitros, para aproximar uma vitória; terceiro, a burla total à lei, com a corrupção, com a venda de resultados.

- Toda essa discussão pode não ser uma questão de lei, mas é uma questão de integridade e honestidade. Se o atleta não joga limpo, o que se pode esperar dele? - questiona Chris Eaton.



Reviravolta: atacante Adilson não vem mais para o Ceará

Adilson, atacante do XV de Piracicaba (Foto: Bernardo Medeiros / Globoesporte.com)Adilson não vem mais para o Ceará
(Foto: Bernardo Medeiros / Globoesporte.com)

O atacante Adilson, que havia sido anunciado como reforço do Ceará, não vem mais para o alvinegro cearense. O jogador, que já teve problemas no coração, fez exames em São Paulo e deverá ficar em tratamento por cerca de três meses, inviabilizando a vinda para a capital cearense.

O diretor de comunicação do clube, Marcos Medina, informou que o clube buscará outro centroavante para o lugar de Adilson, além do atacante de velocidade que o time já procurava. Um zagueiro e um meia também são aguardados em Porangabuçu para fechar a lista dos reforços.

Adilson vinha para o Vovô após passagem sem sucesso no Corinthians, onde teve apenas 11 jogos e não balançou a rede em nenhuma oportunidade. Ele também tem no currículo as equipes de Lausanne (SUI), Benfica (POR), Ipatinga, Grêmio Barueri, Hortolândia, XV de Piracicaba, Mogi Mirim e Noroeste.

O contrato dele com o Corinthians acaba no dia 31 de dezembro de 2012 e a diretoria já avisou que não irá renová-lo.



quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Atacante Mota ficou de dar resposta ao Ceará até sexta, segundo dirigente

Atacante Mota do Ceará (Foto: Kid Júnior/Agência Diário)Mota fez 27 gols em 2012 pelo Ceará
(Foto: Kid Júnior/Agência Diário)

O atacante Mota está prestes a decidir se fica ou não no Ceará. Segundo o vice-presidente do clube, Robinson de Castro, o jogador ficou de dar a resposta à diretoria alvinegra até esta sexta-feira (28).

O atleta não chegou a apresentar uma contraproposta e apenas avalia o que o Ceará ofereceu para 2013. O Vovô depende da posição do atacante para trazer ou não mais um meia para o elenco, já que a comissão técnica acredita que Mota exerça bem a função de criação.

- Nós temos um jogador como opção para o meio. Vamos aguardar - pontuou Robinson.

O empresário do jogador, Fábio Vieira, chegou a dizer que o atleta tinha proposta do futebol asiático e que o Grêmio o procurou neste ano. Mas o tricolo Gaúcho negou o interesse no atacante, assim como o Coritiba, que também teria sondado o cearense.

- É brincadeira isso. De Mota, eu só quero saber de uma motocicleta BMW para dar uma volta - disse o presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro Andrade, à rádio Banda B.

Mota fez 27 gols em 2012, sendo 13 na Série B do Campeonato Brasileiro. Foi Campeão Cearense na recente passagem pelo alvinegro e é um dos mais recentes ídolos do Vovô. Teve atuação marcante em 2009, quando ajudou o time a voltar para a Série A, antes de partir para a Coreia.



Três reforços não se apresentaram com restante do elenco do Ceará

Treino Ceará (Foto: Juscelino Filho/Globoesporte.com)Atletas tiveram um treino leve, no primeiro dia
(Foto: Juscelino Filho/Globoesporte.com)

Na reapresentação desta quarta-feira (26), três reforços não apareceram com o restante do elenco do Ceará, em Porangabuçu. O volante Fransérgio, o meia Geovane e o atacante Adilson  faltaram o primeiro treino do Vovô.

Segundo o novo gerente de futebol do Alvinegro, Diego Cerri, o clube já tinha consciência da ausência dos jogadores.

- Todos os casos estão controlados. Na verdade, a gente sabia que isso iria acontecer quando marcamos essa reapresentação, mas será importante para a nossa preparação - afirmou o dirigente.

De acordo com o gerente de futebol do Alvinegro, os atletas devem compor o elenco até o fim de semana. Além deles, outros cinco, remanescentes da temporada 2012, adiaram o início dos trabalhos. São eles o lateral-direito Apodi, o o lateral-esquerdo Vicente, os volantes Eusébio e Éverton e o atacante Magno Alves.



quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Com a presença da torcida, Ceará se reapresenta em Porangabuçu

Ceará Treino (Foto: Juscelino Filho/Globoesporte.com)Ceará voltou aos treinos em Porangabuçu
(Foto: Juscelino Filho/Globoesporte.com)

Após as férias, o Ceará se reapresentou, com a presença da torcida, nesta quarta-feira (26), para a pré-temporada de 2013. Este foi o primeiro contato do time com o novo técnico, Ricardinho.

A diretoria do Ceará afirmou que 19 jogadores já foram confirmados para a temporada 2013, no entanto, o clube quer fechar o grupo em 27 jogadores.

O treino consistiu em um leve trabalho físico para os 16 jogadores que se apresentaram em Porangabuçu. A torcida esteve presente e aplaudiu a entrada e saída dos jogadores. Alguns mais animados até soltaram fogos, quando o time entrou em campo.

Cléo Ceará (Foto: Juscelino Filho/Globoesporte.com)Cléo falou, pela 1ª vez, pelo Ceará
(Foto: Juscelino Filho/Globoesporte.com)

Novo clube
Em entrevista coletiva, ao final do treino, o atacante Cléo, ex-Fortaleza, afirmou que as expectativas são as melhores possíveis.

Ele comentou que o treinador, antes de iniciar o trabalho com os jogadores, falou dos objetivos do clube e deu algumas orientações iniciais ao s atletas. Cléo ainda citou o ex-time e disse que ia comemorar, caso marcasse.

- Vou comemorar, tranquilamente - afirmou.

Em 2013, o Alvinegro disputará o Campeonato Cearense, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Série B do Campeonato Brasileiro.