O 2012 parecia ser promissor para o Ceará, mesmo após o rebaixamento para a Série B, no ano anterior. O elenco tinha nomes como o ídolo Mota e conquistou o bicampeonato estadual. Mas os indícios não se confirmaram. O alvinegro não deu muita importância à Copa do Brasil e amargou na segunda fase da competição. Prioridade, de fato, era o retorno à elite do futebol brasileiro. O problema é que o time decepcionou a torcida e o até então ídolo PC Gusmão foi embora como vilão.
Após dois anos na Série A, a torcida alvinegra se mostrou mais rigorosa, esperava mais da equipe. Os resultados ruins somados às atuações pífias levaram os torcedores até a invadir o campo de treino, em Porangabuçu. 'Pediram a cabeça' de jogadores como Rogerinho, que foi para o Náutico, e exigiram mais empenho do grupo, naquilo que começava a ficar cada vez mais difícil. Não adiantou. Veja abaixo os fatos que marcaram o 2012 do Ceará.
(Foto: Rafa Eleutério/Agência Diário)
O time foi contestado por toda a Série B, ficando muito aquém do esperado. Falhas individuais mancharam a campanha alvinegra, mas ele sempre era unânime. O ídolo Mota mostrou mais indisciplinado, recebendo vários cartões, mas sempre se manteve obediente tecnicamente e com vontade de vencer, seja qual for o jogo. O atacante foi o artilheiro da equipe cearense, com 27 gols na temporada - sendo 13 na Segundona.
No fim do túnel, podia haver alguma luz ao Vovô, que ainda se agarrava ao sonho de retornar à Série A, mas ela se apagou após a derrota para o Paraná, por 1 a 0. A rede balançou aos três minutos de jogo e, mesmo com três jogadores a mais no segundo tempo, o alvinegro não conseguiu reagir. A partir daí, as próximas seis rodadas seriam apenas para cumprir tabela.
Os 4 a 3 sobre o Joinville certamente permanecem vivos na mente do torcedor do Ceará. A partida teve duas viradas, chances desperdiçadas, bolas na trave, pênalti duvidoso, um gol contra de goleiro, outro anulado aos 49 do segundo tempo, e muita confusão. A vitória ainda foi dentro de casa, diante da torcida que sofreu muito neste dia.
A derrota para o Guaratinguetá por 2 a 1, logo na 2ª rodada da Série B, ficou marcada por falhas grotescas na defesa alvinegra. O Vovô jogou recuado durante toda a primeira etapa, mesmo tendo uma equipe tecnicamente superior. Para completar, o então técnico PC Gusmão utilizou apenas Romário como homem de referência, além de povoar o meio-campo do time.
O goleiro Dionantan era renegado a terceira opção no Ceará em 2012 e, até este ano, tinha tido poucas oportunidades no time, durante partidas oficiais. As falhas de Fernando Henrique e Adilson, entretanto, o levaram à titularidade e ele foi o que menos errou, dos três goleiros, firmando-se na equipe na reta final. Chega em 2013 com certa 'moral'.
Em 2011, a torcida pediu o retorno de Magno Alves, mas o clube não conseguiu trazê-lo. Ele viria apenas no fim deste ano, após decepcionar no Sport. Chegou com festa dos torcedores, para matar a saudade de 2010, quando foi o destaque da equipe na Série A. Mas o atacante pouco fez, perdendo muitas oportunidades e marcando apenas um gol, de pênalti.
O atacante Itamar é do tipo que você espera pouca coisa e constantemente é surpreendido. O exemplo foi no jogo contra o Boa Esporte, no Presidente Vargas. O jogador pegou a bola quase no meio campo e saiu driblando todo mundo, até balançar a rede. O time só não teve muito motivo para comemorar, porque deixou o Boa fazer o gol de empate.
O jogo com o Criciúma no PV terminou com muita confusão. O Ceará fez o gol de empate após lance em que teria desrespeitado a 'regra' do fair play e sobrou até para o técnico PC Gusmão. Um jogador do Criciúma chegou a chamar o treinador de 'vagabundo' e PC teria dito que ele responderia na justiça. Mas o técnico desistiu do processo.
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